[News] Entrevista com Evandro Daolio, autor de “Ria da Minha Vida”

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Aos 25 anos Evandro Daolio começou a escrever seu primeiro livro “Ria da Minha Vida Antes que Eu Ria da Sua“. Repleto de histórias que são capazes de fazer nossa barriga doer de tanto dar risada e com uma escrita simples, que nos faz devorar os livros em menos de um dia, Evandro nunca esperava fazer o sucesso que acabou adquirindo ao longo dos anos.

Hoje, com cinco livros publicados, muito mais experiências de vida e várias lições aprendidas, ele bateu um papo com o Escrev’Arte e contou sobre seu processo de escrita, a maneira que encontrou de publicar seus livros e a desvalorização do autor nacional no Brasil.

Escrev’Arte: Seu primeiro livro foi escrito com que idade? Você imaginava que tantas outras pessoas o iriam ler e se divertir tanto assim ou foi escrito sem esse pretexto?

Evandro: Comecei a escrever o livro em minha mente quando nasci (risos). Mas na verdade, passei tudo no papel com cerca de 25 anos de idade e foram dois anos para terminá-lo. Não tinha a menor intenção de publicá-lo, mas cada pessoa que lia os textos dizia que eu seria muito burro de não publicar. Acabei concordando e fui em frente. A gota d’água foi quando um amigo me ligou dizendo que sairia com uma mulher e  pediu se poderia contar uma história do livro como se tivesse acontecido com ele, para ter assunto (mais risos).

Escrev’Arte: Encontrar uma editora foi difícil? (Lembro que no Ria da Minha Vida 2 você comenta43be06_2f23e9a62d6f45da8b23a0b114d1905f que, por falta de editora, cortou folhas de sulfite do tamanho de um livro, imprimiu e pediu que um amigo desenhasse a capa).

Evandro: No capítulo, “As editoras: O caminha do Calvário” detalho meu terror ao ver que em nosso país, os escritores são tratados sem crédito algum e é muito, muito difícil publicar um livro. Mais que escrevê-lo. E depois de publicá-lo é mais difícil ainda continuar divulgando porque as editoras tem o hábito de vender livros inéditos o tempo todo e não trabalhar os livros que acham “velhos” (lembrando que livros de mais de um ano eles já consideram “velhos”). O meu, sem publicidade alguma por parte de todas as editoras que estive, vende porque os leitores indicam e encomendam nas livrarias. Quase todas as escolas que adoram meus livros como leitura extra, por exemplo, foram os alunos e não os professoras que fizeram campanha e propaganda dos meus livros. Eu amo meus leitores.

Escrev’Arte: Todas as histórias contadas são realmente reais, elas chegaram a acontecer com você e seus amigos? Por falar nisso, os nomes foram trocados?

Evandro: Todas as histórias são verídicas. Todos os meus amigos tem os nomes verdadeiros nos livros. Apenas alguns personagens tiveram seus nomes preservados mas quando escrevo tenho que escrever o real e somente no final trocar se não, não consigo (risos).

Escrev’Arte: Seus leitores em geral te procuram para pedir conselhos, conversar ou se encontrar com você?

Evandro: Sim meus leitores sempre me escrevem pedindo conselho e muitos vezes faço encontro de leitores pelo Brasil, principalmente ao lançar cada livro.

Escrev’Arte: Por último, qual a maior lição que você aprendeu com seus livros?

Evandro: Não existe uma lição (uma única lição). Aprendi quem são meus verdadeiros amigos, aqueles que sempre acreditarão em você. Aprendi que com esforço e dedicação, conseguimos realizar nossos sonhos, aprendi a ter paciência e que o tempo de Deus não é igual ao nosso. É lento e vem SEMPRE, mas quase nunca na hora em que imaginamos.

Sobretudo, como os livros têm um romance, aquela busca por alguém, aprendi que a felicidade está em cada momento vivido e não especificamente em uma conquista. De tomar um sorvete a jogar conversa fora com amigos, de apreciar uma paisagem, viajar pelo mundo ou dormir, curtir os filhos e seus pais, cada momento vivido vai ser somando e no final, essa é a sua felicidade, não apenas algo que você busca, ter ou não alguém ou algum objeto. O importante não é a conquista e sim todo o caminho que trilhamos em sua busca.

 

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Evandro Augusto Daolio

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