[Resenha Dupla] O papai é Pop 2 e A mamãe é Rock – Editora Belas Letras

o-papai-e-pop-2-escrevarte a-mamae-e-rock-escrevarteTítulo: O Papai é Pop – De Novo! De Novo! De Novo
Autor: Marcos Piangers
Páginas:103
Editora: Belas Letras

 

Título: A Mamãe é Rock
Autor: Ana Cardoso
Páginas: 107
Editora: Belas Artes

 

Sinopse O Papai é Pop – De novo! De novo! De novo! O papai é pop está de volta! Marcos Piangers vai colocar você no banco de trás do carro, ao lado das filhas Anita e Aurora, para contar novas histórias – algumas comoventes, algumas divertidas e outras talvez um pouco nojentas – sobre essa coisa absolutamente comum e extraordinária que é ser pai. Um sentimento que não se pode explicar, não se pode entender. Só se pode viver. Porque você não vai ter um filho para obter vantagens, descontos, deduções do imposto de renda ou balões de graça sempre que for ao shopping. Um filho vai esgotar suas economias e minguar suas noites de sono. Vai sujar suas camisas novas e desenhar em suas paredes.
Você vai ter um filho, na verdade, por um único motivo: para aprender a amar outra pessoa mais do que a você mesmo.

Sinopse A Mamãe é Rock: Este é um livro sobre a maternidade e todos os sentimentos loucos que as mães têm em relação a quem de alguma forma criam, seja um filho natural, adotivo, neto ou sobrinho. É sobre família e é sobre as mães também, esses seres que falam uma língua estranha e chata que só entende quem entra para o clube e se torna uma delas. Não se preocupe, não é um livro de lamentações. É o contrário: tem histórias engraçadas, singelas e verdadeiras. Aqueles que leram O papai é pop estão convidados a conhecer o lado mais in/tenso da experiência. A mamãe é rock é um recorte sem filtro dos divertidos e comoventes malabarismos que um casal moderno faz todos os dias para criar suas filhas.

RESENHA

Quando peguei esses dois livros pra ler, pensei “Meu Deus! Não tenho filhos!! Será que vou entender a essência do livro??”

Qual não foi minha surpresa ao me deparar não com um, mas dois livros de crônicas divertidíssimas, tão fáceis e gostosas de ler, que quando vi já tinha lido os dois, numa sentada só.

Por um lado, temos o Papai é Pop 2 , esse vem com o lado divertido da paternidade, e nesse livro vamos acompanhando o dia a dia de Marcos Piangers ao lado de suas filhas, Anita e Aurora, hoje com 10 e 3 anos respectivamente.

E página por página, vamos encontrando crônicas com pequenas coisinhas, que podem acontecer todos os dias na casa de qualquer pessoa, são tão divertidas, e a maneira como Paingers encara o papel de pai, é tão leve que quase nos passa despercebido que por trás de cada crônica há uma mensagem embutida.

Como quando ele nos conta das vezes que preferiu chegar um pouco atrasado no trabalho, apenas para que pudesse escutar mais um sorriso de suas filhas e ouvirem gritar “De Novo”, pois em cada “de novo” ele entendia “Eu Te Amo”.
O livro é recheado de coisas engraçadas, consegui assustar meu marido quando gargalhei no meio da noite, lendo sobre como é sofrer bullying de uma coleguinha do colégio de Aurora, ele realmente ficou com medo, e por fim, ele não via a hora de acabar o semestre letivo, e nesse período começou a se esconder da pequena Gabriela… até conhecer o seu pai, e apenas descobriu que o pai da pequena Gabriela era apenas o seu herói, e ela via ele como o maior pai do mundo!

Em contra partida, temos a Mamãe é Rock, de Ana Cardoso, esposa de Piangers, onde vamos encontrar a realidade deliciosamente assustadora de uma mãe!

E acompanhar a crua realidade da maternidade com todas as neuras, crises, sustos, mas acima de tudo com o maior amor do mundo, é um grande presente para o leitor.

Em a Mamãe é Rock, também encontramos crônicas divertidíssimas, também tão fáceis e gostosas de ler quanto em o Papai é Pop, mas com visões totalmente diferentes.

Também acompanhamos os dia a dia de Aurora e Anita, mas na visão feminina de uma mãe que cansa, fica louca e no auge de seu estresse, proíbe a palavra mãe em casa (morri de rir).

Mas engana-se quem pensa que é um livro de lamentações! Ao contrário disso, o livro é delicioso, é como acompanhar o crescimento de duas garotinhas extremamente inteligentes, com uma capacidade de pensar surpreendente, que às vezes fiquei intrigada… Como pode??

Também não é um livro de mãe “babona”, onde apenas suas filhas são o máximo, e muito menos um livro didático, mas ao término de cada crônica, também havia ali uma mensagem embutida.

Achei o máximo, as crônicas sobre Anita ser feminista e totalmente sem filtro! Mas o ponto máximo foi a explicação de como se engravida, e depois cada vez que as crianças encontravam com uma grávida, as olhavam com aquele olhar de “Hum… eu sei como esse bebê foi parar ai”, e como quando a professora de Aurora engravidou e logo depois disso, todas as alunas da sala estavam grávidas – detalhe, tinham 3 anos de idade – de apenas um garoto, e isso incluía bonecas escondidas dentro das camisetas!!

Enfim, ser mãe não é fácil, mas Mamãe é Rock nos brinda com a mensagem de que é válido, é divertido, e não há nada que mais importante que viver todos esses momentos.

Minha opinião: Que delícia!!! Livros divertidos, engraçados, e com mensagens tão gostosas que passei a admirar ainda mais a maternidade.

Com capas alegres, começamos os dois livros interagindo, não encontrei erros de português, e a diagramação é linda!
Esse livro é um alívio!! Principalmente para pais de primeira vigem, que estão perdidamente assustados, e vivendo num mundo onde tudo é muito diferente de novelas e filmes, a vida de verdade é diferente, crianças são diferentes, agem diferente, algumas querem brinquedos, outras não se interessam, e assim vai… Mas eu ainda iria mais fundo, acho que a leitura desses livros poderia ser obrigatória… imagino o consolo imediato que cada mãe e pai de seu primeiro filho ao descobrir que medos existem e a loucura, o estopim, é curto também para outras mães, e em contra partida, ver que existem outros pais, que apesar de dividirem a tarefa da criação, são mais tranquilos, e conseguem facilmente enxergar lados divertido em todos os momentos com os filhos.

Enfim, a perfeição não existe, mas você passa a acreditar num mundo perfeito a partir do momento em que se torna o herói de alguém.

Nos dois livros, as crônicas finais são lindas mensagens, e no momento em que os livros acabam, você tem aquela sensação gostosa, de ter tido o prazer de ter lido algo tão prazeroso, e mesmo que você não tenha filhos, não há nada que o impeça de os ler, são ótimos livros, são livros para a família!

“E, se nada der certo, respire fundo. Ninguém é feliz como parece. Todo mundo tem problemas. A vida real não tem filtro de Instagram.”

 

 

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