[Resenha] Delta – um comando para o tempo, de Ana Cristina Melo, Editora Bambolê

delta-um-comando-para-o-tempo-escrevarteTítulo: Delta, um comando para o tempo

Autora: Ana Cristina Melo

Editora: Bambolê

Páginas: 296

Gênero: Ficção científica, Literatura Infanto-juvenil

Fonte: Cortesia da Editora

Skoob

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Sinopse (Fonte: Skoob) Alex está trabalhando há 72 horas, quando é surpreendido por um convite para entrar num bate-papo virtual. Do outro lado, Sarah se diz presa e pede ajuda. O que poderia, num primeiro momento, soar perigoso, torna-se inacreditável, quando, após algumas mensagens, eles concluem que ela está falando do futuro, por meio de uma janela do tempo.

RESENHA

Pela sinopse já fiquei entusiasmada com a história. Pensei esse livro promete ser um dos bons. Meu palpite foi certeiro.

Já no prólogo fui envolvida pela trama de Ana Cristina Melo. Simplesmente achei uma sacada genial a colocação de prints e recortes de jornais com matérias que contam um pouco da história, desenvolvimento e evolução da Ciência da Computação, e do passado de alguns dos personagens que, detalhe, estão envolvidos nessa história de alguma forma. Tudo isso feito de maneira muito sutil, instigando a curiosidade do leitor em saber mais sobre o que vai surgir dali em diante e o situando.

O livro foi dividido em três partes: passado, futuro e presente. Durante o desenvolvimento dessas partes ainda se tem passeios pelo tempo que se dá com a ajuda da narração de primeira pessoa dos personagens principais Alex e Sarah, flashbacks, partes do diário pessoal de Sarah, e-mails trocados por personagens e bate papos. A história tem como cenário esse mundo da informática e se passa nos Estados Unidos e Brasil.

Ressaltando que tudo foi muito bem estruturado e dinâmico. A autora encontrou o que eu chamaria de fórmula mágica de fornecer informações importantes e contextualizar o leitor sem se prender a descrições exaustivas. Agrada-me muito esse revezamento na narração e saltos no tempo. A leitura não é confusa em nenhum momento. Em nenhum momento também encontrei furos na trama. Todas as informações dadas durante todo o decorrer do livro se encaixam. As pontas são todas amarradas.

Os caminhos de Alex e Sarah se cruzam na madrugada do dia 18 de novembro. Ela, presa em um lugar que não conhece. Ele, trabalhando sem descanso por 72 horas na empresa de seu cunhado. Ela, em 2013. Ele, em 2012. Quando a janela de chat surge do nada no computador de Alex com uma estranha afirmando estar falando do futuro, ele levanta as hipóteses de que era tudo uma alucinação, fruto do cansaço que sentia, ou que ele estava sendo vítima de uma piada de mau gosto, ou até mesmo de que se tratava de um hacker invadindo e querendo suas senhas pessoais.

Sarah que conseguiu realizar seu sonho de se tornar mestre em computação, estudar em Stanford nos Estados Unidos, e ainda de quebra conhecer Jeromy Brown (um famoso cientista que comandava um sigiloso projeto chamado Delta e fazer parte de sua equipe), nesse meio tempo tenta provar que diz a verdade e se esforça para que Alex acredite nela, já que ela corre perigo e também teme pela vida de sua mãe-avó adotiva Julieta de 60 anos.

Era como se todo o desespero que sentira quando não conseguiu nova conexão tivesse virado pó. Como se não pudesse mais perdê-la. Mas não podia se iludir, nem esquecer cada frase que ela lhe dissera. Escrevera tudo num caderno. Dependia disso para salvá-la.

A partir disso, Alex que se apaixona por ela desde que ouviu sua voz pela primeira vez através daquela janela do tempo, inicia uma corrida contra o tempo para desvendar os mistérios envolvendo o projeto Delta e para tentar impedir que o sequestro de Sarah ocorra no futuro e possa salvá-la do que quer que seja. Isso tudo levando em consideração que ele deve tomar todo cuidado para que nada do que faça no passado ou no presente altere o futuro de ambos os personagens.

É fácil entender porque não é nos dado o conhecimento do futuro. Seria a nossa destruição saber que algo vai ou não vai acontecer, que virá brevemente ou que nunca virá, ou ainda só nos encontrará à beira no fim da estrada. Mas nem sempre entendemos isso, às vezes nos revoltamos porque algo que desejamos muito não chega no tempo da nossa ansiedade. Quisera podermos entender que a vida em si é o caminho, é isso que levamos dela.

Os personagens secundários que também possuem seu papel importante na história receberam os cuidados especiais que mereciam, não foram deixados de lado. Todos tiveram seu desfecho. Também gostei do desfecho da história como um todo. A autora conseguiu me envolver nesse mundo tecnológico da informática do qual confesso que não sou muito fã e que não me desperta muito o interesse.

Não encontrei erros de revisão. A capa é muito interessante, diferente, gostei da fonte usada e dos detalhes (em cada começo de capítulo temos ilustrações de relógios remetendo ao tempo, frases que vinculam com o que foi desenvolvido no decorrer do mesmo e traz referências ao longo da história a grandes filmes como O Náufrago, De volta para o futuro e Meia noite e um), do cuidado, carinho com a obra como um todo. Achei a escrita de Ana Cristina Melo objetiva, ao mesmo tempo rica de detalhes e o mais importante envolvente e fluída.

O livro não deixou nada a desejar. Superou minhas expectativas inclusive. Posso dizer que gostei muito da história. Parabenizo a editora e a autora pela maravilhosa obra. Recomendo a leitura para os que amam ficção como eu, e para todos, vocês não vão se arrepender, pois Delta – Um comando para o tempo, é a prova de que não existem obstáculos para a transposição do tempo, para o amor e para a realização de uma grande obra.

 

Avaliação da obra
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