[Resenha] Sra. Poe, de Lynn Cullen – Editora Bertrand Brasil

Sra. PoeTítulo: Sra. Poe

Autora: Lynn Cullen

Editora: Bertand Brasil

Páginas: 400

Gênero: Romance

Fonte: Cortesia da Editora

Skoob

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Sinopse (Fonte: Skoob) Um escritor e seus demônios, uma mulher e seus desejos, uma esposa e sua vingança.
1845: O Corvo, de Edgar Allan Poe, alcança os padrões de perfeição literária e está no auge da moda – sucesso com o qual uma poetisa esforçada como Frances Osgood só pode sonhar. Apesar de não ser grande fã dos escritos de Poe, ela vê com entusiasmo a chance de conhecê-lo e, em um sarau literário, fica atraída por sua magnética presença – e pela surpreendente revelação de que ele admira o seu trabalho. Flerte e sedução culminam em um romance proibido. Mas quando a frágil mulher de Edgar insiste em se tornar amiga de Frances, o relacionamento se torna tão ambíguo e tortuoso quanto um dos contos de Poe. Inspirado na vida e na escrita de Poe e Osgood, e baseado em autênticos detalhes históricos, Sra. Poe é uma história de tragédia e perda envolta em uma aura de paixão e vitalidade.

RESENHA

O livro me chamou a atenção logo pelo título. Já sabia de cara que a historia faria referencia a Edgar Allan Poe, o mestre da literatura de horror. A principio pensei que seria uma leitura cansativa, mas me surpreendi logo nas primeiras páginas, que trazem o famoso poema O Corvo.

O Corvo em sua época foi considerado perfeito para os padrões literários. Nos anos em que se passa a história ele estÁ no auge da moda.

A trama de Sra. Poe se baseia em boatos de um suposto romance extraconjugal de Allan Poe com uma escritora chamada Frances Osgood. O enredo é instigante do princÍpio ao fim. A narrativa flui com naturalidade, mesmo que a autora tenha usado muitas vezes palavras difíceis. Me vi torcendo para o casal desde o primeiro encontro. As descrições são perfeitas, com riquezas de detalhes, passando noções da moda e comportamento daquele século. A forma com que ela descreve Allan Poe é surpreendente, fazendo o leitor olhar de frente para o personagem, ao ponto de quase poder toca-lo.

Frances Osgood é uma poetisa pouco conhecida até conhecer Poe. Ela é uma mulher forte que se vira sozinha para cuidar das filhas depois que o marido, um artista de quadros, a abandona. Ela se vê, ao se apaixonar por Poe descrito como um homem lindo de cabelos negros, totalmente perdida, dividida entre a paixão e os limites éticos de sua época. Para complicar sua situação, a legítima Sra. Poe se coloca como uma pedra no caminho. Virginia tem problemas nos pulmões, o que a coloca como vítima na história. Como tudo relacionado à Poe, a narrativa não deixou a desejar quanto aos mistérios. Prepare as emoções para cenas de tirar o fôlego.

Ler Sra. Poe foi como viajar no tempo, de volta aos anos do glamour e do requinte. Foi como passear pelos salões frequentados pela alta sociedade, usar o figurino e viver a atmosfera sombria daquela época. O leitor passa a temer Virginia e a própria trama elaborada das historias de Poe. Em uma época conservadora, onde a mulher se via imposta aos princípios morais, Cullen ousou ao criar uma personagem forte, além do seu tempo.

“Shipei” o casal um milhão de vezes, torcia para ver seus encontros de tanta química que eu vi neles. Ao acabar a leitura corri para o Google para pesquisar a vida de Allan Poe. Queria saber o quanto da historia era real – eu necessitava que fosse real. Já era apaixonada pela obra de Edgar, agora mais ainda. Cullen foi genial ao retratar a vida de Poe nessa história linda. No geral a história é tão misteriosa quanto fascinante, nada menos do que os fãs de Poe podem esperar de uma obra baseada na vida dele.

Mais que recomendo!

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