O Papel de Parede Amarelo, de Charlotte Perkins – José Olympio Editora

16069340Título: O Papel de Parede Amarelo

Autora: Charlotte Perkins

Editora: Jose Olympio – Selo do Grupo Editorial Record

Páginas: 112

Gênero: Conto

Fonte: Cortesia da Editora

Skoob

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Sinopse (Fonte: Skoob) Uma mulher fragilizada emocionalmente é internada, pelo próprio marido, em uma espécie de retiro terapêutico em um quarto revestido por um obscuro e assustador papel de parede amarelo. Por anos, desde a sua publicação, o livro foi considerado um assustador conto de terror, com diversas adaptações para o cinema, a última em 2012. No entanto, devido a trajetória da autora e a novas releitura, é hoje considerado um relato pungente sobre o processo de enlouquecimento de uma mulher devido à maneira infantilizada e machista com que era tratada pela família e pela sociedade.

RESENHA

O papel de parede amarelo é um clássico da literatura feminina publicado em 1892. O conto fala de uma mulher levada pelo marido a passar um tempo em uma casa alugada para se curar de uma doença. A casa é no campo, o que, segundo o marido que é medico, vai fazer bem a ela. De cara ela pede para ficar em um dos quartos do térreo, mas por insistência do marido acaba ficando em um quarto que um dia foi de uma criança. Ela odeia o papel de parede amarelo e começa a implicar com ele. O marido ignora os pedidos dela para que o papel seja trocado por julgar ser uma implicância boba.

Conforme a narrativa vai fluindo, a protagonista começa a desvendar os padrões do papel, encontrando nele figuras que somente ela enxerga. Quem antes morou no local tentou arrancar o papel, mas não conseguiu. As frestas deixadas por essa pessoa passam a criar forma na cabeça da mulher que se encontra a cada dia mais envolvida com os mistérios que ela diz que o papel esconde. Escondida do marido ela escreve um diário onde anota tudo relativo ao papel.

O conto retrata a forma como a mulher era vista na sociedade da época, como um ser frágil e sem vontade própria, a mercê das decisões dos homens. Talvez por isso seja considerado um clássico do movimento feminista, atravessando varias gerações.

Muitos tratam o livro como uma autobiografia já que a historia da autora é muito parecida.

O desenrolar da pequena trama é surpreendente. A protagonista “descobre” ou “enxerga” enfim o que o papel escondia. A autora fez uso de uma espécie de metáfora para representar o aprisionamento da mulher de sua época e sua vontade de se libertar.

A edição é de bolso, tem capa amarela, uma apresentação e um posfácio. Para as feministas de plantão é uma leitura certamente recomendada, para se entender o movimento no passado e na atualidade.

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1 comment

  1. Ademir Pascale

    Ótima resenha. Deu vontade de ler. Parabéns! Só não entendi por que é classificado como um conto se o livro tem mais de 100 páginas. Geralmente o conto tem até 50 páginas.

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