A Cidade Perdida, de Pedro Terrón – Primavera Editorial

1-43-200x300Título: A Cidade Perdida

Trilogia: Calixti – O Enigma das Sete Estrelas – Livro 1

Autor: Pedro Terrón

Editora: Primavera Editorial

Páginas: 321

Gênero: Fantasia, Aventura

Fonte: Cortesia da Editora

Skoob

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Sinopse (Fonte: Skoob) Em tempos remotos, um sábio criou sete misteriosas estrelas com propriedades surpreendentes.
As peças brilhantes caíram nas mãos de uma mulher sem escrúpulos, o que gerou uma tragédia de enormes proporções e logo em seguida, levou ao desaparecimento das estrelas, sem que ficasse o menor rastro.
Nos dias de hoje, Runy, um jovem espanhol, encontra uma das estrelas nas águas do Mediterrâneo. Por incrível que pareça, ele sonhou várias vezes com essa joia. A partir daí, envolve-se numa emocionante aventura que o conduzirá a uma época antiga, na qual poderá reviver uma vida passada repleta de fatos inusitados e conhecerá Dámeris, sua alma gêmea.
Juntos, participam de um incrível projeto cujo desfecho é inimaginável.
A história inacabada de antes deverá encontrar seu desfecho agora, no presente. Desvendar o mistério do passado pode afetar seu destino e o de toda a humanidade.
Pedro Terrón nasceu em Valência, filho de pais de Extremadura, região do sudoeste da Espanha, e foi educado na Catalunha, nordeste do país. Mora, atualmente, em Madri. Formado em Marketing e publicitário, é um pesquisador por vocação. Apaixonado pela História e pelos grandes enigmas da humanidade, com seu primeiro romance descobriu um projeto pessoal: contribuir com um pequeno grão de areia para que este mundo seja tão extraordinário quanto sua cidade perdida: Kalixti.
A fusão da ficção com a realidade propicia a vivência de todas as viagens inesquecíveis e incríveis criadas pelo autor. As experiências do autor e dos leitores poderão ser compartilhadas por meio de vários instrumentos criados.

RESENHA

Quando criança eu sempre me encantava com as colchas de retalhos que minha avó fazia, aqueles quadradinhos de diversas cores e texturas, quando juntos, resultavam numa união tão perfeita que parecia que foram originalmente feitos para estarem colados uns aos outros. Depois com um pouco mais de idade me encantava pelo fato de ela parecer saber, talvez por sabedoria intrínseca, qual quadradinho colocar em cada lugar, para harmonizar-se com o outro, ainda que parecesse ser extremamente diferente num primeiro olhar.

Por que cito a colcha de retalhos no início desta resenha? Porque a elaboração deste livro me remeteu a esta arte tão primorosa… Aqui Pedro insere uma gama de vertentes e situações e locais e fatos que, ufa! Não fosse feito com a maestria de um artesão, poderia parecer “muito”. Mas não, ele soube amarrar as peças e fazer tudo se enlaçar muito bem, oferecendo uma dinamicidade muito gostosa à obra. O leitor não tem parada nem descanso… Não dá para imaginar o que pode acontecer daqui a pouco. É como ler vários livros num só.

A história tem por fio condutor o personagem Runy, um jovem espanhol que, à primeira vista, parece um daqueles playboys riquinhos que pouco se importam com o futuro, que pulam de um sonho a outro sem o menor susto. Porém em uma de suas expedições na mais recente ideia mirabolante, ele encontra um objeto único e estranho. Mais estranho, porém é o fato de ele já conhecer o objeto, mesmo sem nunca ter botado os olhos sobre ele antes.

A partir daí tudo vai se desenrolando e o leitor é convidado a vislumbrar a ação de um “anjo da guarda”, o conhecimento e reconhecimento da alma gêmea, a viagem no tempo através da memória com o uso do recurso de regressão. É apresentado ao auge e à derrocada de uma civilização que ainda hoje desperta a curiosidade e o interesse de muitos de nós. Vislumbra a busca pelo poder, a mentira e os erros, tanto quanto suas consequências. Além de ter a oportunidade de analisar posturas, escolhas, erros e acertos dos personagens de uma forma que dá claramente para transferir tudo isso para o dia a dia comum de qualquer um de nós. É possível até mesmo se sentir numa arena de embate para a escolha dos melhores. Enfim, uma bela, bem feita, bem montada e deliciosa colcha de retalhos.

A escrita do autor não é totalmente fluída, mas creio que esta sensação se deve mais à tradução do que ao seu estilo propriamente dito. Em alguns pontos me pareceu que havia sito traduzido para o Português de Portugal e depois somente corrigido detalhes para o nosso idioma. Infelizmente senti um certo desconforto neste quesito, ainda que a história em si se sustente bem. Somente atribuí nova 4 por conta desta característica.

Os personagens aparecem e desaparecem rapidamente nesta obra, devido ao fato de haver várias transições de tempo e de lugar. Mas ainda que rapidamente alguns deles são marcantes e únicos, merecendo ressalva especial ao Mestre Karnú, que você só conhecerá mais lá pelo final da obra. O protagonista não me cativou muito. Achei muito interessante o fato de que o cerne de sua personalidade, estampado no início da obra, se mantém durante toda a sua aventura, mesmo que ele esteja em situações absurdamente diversas em vários momentos. É bacana porque o autor conseguiu imprimir uma personalidade no protagonista. Mas ao mesmo tempo me fez reforçar que não gosto muito dele! Num dado momento ele quase me fez entrar nas páginas do livro para ter a chance de estapeá-lo e dizer: Cara! Presta atenção!!!! rsrsrs

Bom, em suma é uma história muito bem feita e me gerou uma necessidade urgente de ler a sequência. Embora este primeiro volume tenha tido os principais fios amarrados no final, diversos outros se mantiveram soltos para dar o tom do segundo volume – “A Chave do Amanhecer” – que será resenhado em breve aqui no Escrev’Arte.

em se tratando da edição, posso dizer que é daqueles livros bons de se ler, com páginas amarelas e fonte no tamanho ideal! Em uma ou outra página existe os raios de luminosidade de uma estrela… é interessante virar uma página e de repente se deparar com algo que até então não havia aparecido. A capa é linda e condizente com a obra, em uma textura firme e um pouco áspera, como se remetesse a um pergaminho. Só ressalto que a cor de lombada e capa de trás não tem muito a ver com a cor da capa da frente, mas enfim, isto é somente um detalhe.

Recomendo a leitura para quem é adepto do gênero!

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