In Nomine Patris – Livro 1, de Décio Gomes – Tribo das Letras

11823032_627956480641360_6630695443208010566_oTítulo: In Nomine Patris – Dominus Mortuorum

Série: In Nomine Patris Livro 1

Autor: Décio Gomes

Editora: Tribo das Letras

Páginas: 169

Gênero: Terror, Suspense, Fantasia

Fonte: Acervo pessoal

Skoob

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Sinopse (Fonte: Skoob) Jullian Bergamo é um padre missionário que realiza trabalhos para a igreja católica. Mas não um padre comum. Ele é um venator: um membro da igreja especialmente treinado para caçar e eliminar demônios. Após ser transferido de sua antiga comunidade para a cidadezinha de Willinghill, Jullian depara-se com um caso singular: pessoas mortas levantando-se de suas tumbas e vagando livres pela cidade. Logo ele conhece a origem do problema: o Mormo, um terrível demônio necromante que possui cadáveres e os transforma em violentos mortos-vivos. Munido com sua fé e coragem, o jovem padre enfrentará um dos casos mais marcantes de sua trajetória como venator: eliminar o Mormo, enquanto tenta sobreviver às hordas de mortos-vivos que farão de tudo para devorar cada pedaço de sua carne.

RESENHA

Um padre venator – especializado em eliminar demônios -, uma pitoresca cidade, mortos que levantam-se de suas tumbas para aterrorizar a população, um demônio necromante, uma família que vacila entre entregar seu filho morto-vivo ou escondê-lo sob a falsa esperança de tê-lo em seu meio novamente. Este é o cenário que envolve a trama de In Nomine Patris – Dominus Mortuorum.

Há algum tempo queria ler algo de Décio Gomes, tendo em vista os diversos comentários positivos pela blogosfera afora. Já vi resenhas que o comparam com o estilo literário de Stephen King, mas neste volume (e no segundo, que também já li) ele me lembrou mais Joseph Delaney – o autor da aclamada série “As Aventuras do Caça Feitiços“. Sua escrita consegue juntar uma certa comicidade (às vezes até sarcástica) com um ar sombrio e assustador de tal forma que, ainda que o leitor se sinta arrepiado em algumas cenas, a trama o abraça de tal forma que não dá para abandonar a leitura. No máximo ler acompanhado, ou com mais luzes acesas, mas nunca deixar de ler.

Padre Jullian me cativou. Não faz o gênero “dono da situação” nem tampouco do pobre padre velhinho mas cheio de sabedoria e nem mesmo do jovem padre que quer provar que aprendeu direitinho com seus mestres. Não. Ele me soou incrivelmente natural. Meio que alheio a rompantes desesperados e detentor de uma coragem pé no chão que o fizeram ser um personagem muito crível. Sabe quando a gente aprende com a vida, com as situações e se sente mal quando nota que a “coisa toda” estava ali escancarada mas você deixou passar detalhes importantes que fariam toda a diferença no diagnóstico? Pois é. Padre Jullian passa por isso e eu adorei seu lado absurdamente humano de ser.

Em dado ponto comecei a sentir uma leve tendência a uma história transformada de terror / horror para uma trama de zumbis e isso me incomodou um pouco. Porém esta tendência se dissipou rapidamente e o lado sobrenatural voltou a se sobressair e felizmente não tirou o brilho do gênero. Uma coisa que muitos autores do gênero não entendem é que assassinatos em série e volume de gente morta não é necessariamente terror. Isso soa mais como um suspense, um thriller… terror mesmo tem de ter aquele toque sobrenatural que arrepia a pele. Isso que eu penso, e Décio apresentou este elemento muito bem neste primeiro volume de In Nomine Patris.

Em se tratando do demônio em si, achei interessante que ele perpassa toda a história e é um dos protagonistas, mas pouco “aparece”, de forma propriamente dita. Ele age como uma sombra que sabemos estar ali o tempo todo, mas que não podemos ver ou sentir sempre. Bem próprio de um demônio mesmo. O desenrolar no final ficou um pouquinho aquém do que eu imaginava, mas em seguida tem uma pitada do que vem em seguida e aí entendi algo que me fez ver que ainda havia algo por detrás disso tudo que só se desenvolveria no próximo volume. Ok, tudo entendido e aceito!

In Nomine Patris – Dominus Mortuorum é uma obra pequena, de enredo ágil e leitura fácil. É como uma inserção no mundo do Padre Jullian e indispensável para quem quer conhecer a verdadeira obra de Décio, o volume dois de In Nomine Patris: Sanguinis Sigillum. Gente, este é fenomenal e PRECISA ser lido. Porém, comece pelo começo! Leia esta obra primeiro e saboreie o desenvolvimento da história e dos personagens no segundo volume. Sua resenha sai amanhã! Vem conhecer! 😉

A diagramação é simples mas bem feita e eu adoro esta capa! Não encontrei erros que pudessem interferir na leitura. Recomendo a todos que se interessam pelo gênero. É uma excelente história!

 

Avaliação da obra
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Minha nota:
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2 comments

  1. Décio Gomes

    Que resenha maravilhosa, Nadja! Fico muito feliz que tenha curtido o livro. Estou muito ansioso pra ler a resenha do segundo volume também. Muito obrigado!

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