Moriarty, de Anthony Horowitz – Editora Record

rYiOIdOTítulo: Moriarty
Autor: Anthony Horowitz
Editora: Record
Páginas: 350
Gênero: Policial, Investigação
Fonte: Cortesia da Editora

Skoob
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Sinopse (Fonte: Skoob) Sherlock Holmes está morto, e as trevas avançam…
Dias após Holmes e seu arqui-inimigo Moriarty encontrarem seu fim nas cataratas de Reichenbach, Federick Chase, um detetive da Agência Pinkerton, chega à Europa vindo de Nova York. A morte do professor Moriarty deixou um vazio no poder que logo foi preenchido por um novo gênio do crime, que ascendeu para tomar o lugar do rival de Holmes. Auxiliado pelo inspetor da Scotland Yard Athelney Jones, um devoto estudioso dos métodos de investigação e de dedução de Holmes, Frederick Chase precisa trilhar um caminho através dos cantos mais escuros da capital inglesa para lançar uma luz sobre essa figura sombria, um homem temido, mas raramente visto, determinado a dominar Londres em uma onda de ameaças e assassinatos.
Chase é auxiliado pelo Inspector Athelney Jones, um detetive da Scotland Yard e estudante devoto do métodos de dedução de Holmes, a quem Conan Doyle introduziu em O signo dos quatro. Os dois homens unem forças para abrir um caminho através das ruas sinuosas de Londres vitoriana – das praças elegantes de Mayfair para os cais e becos sombrios das Docks em busca dessa figura sinistra, um homem muito temido, mas raramente visto, que é determinado a estabelecer seu nome como sucessor de Moriarty.

RESENHA

Sou suspeita para falar do gênero porque Policial é um dos meus preferidos. Quando se junta as características peculiares de Sherlock Holmes então, para mim torna-se clássico mesmo que tenha acabado de ter sido lançado. “Mas neste livro Holmes está morto”. Sim, está, mas sua sombra, sua presença e seu perfil está inserido ao longo desta trama complexa e muito bem desenhada por Horowitz.

Sherlock e Moriarty, seu arqui-inimigo, estão mortos, afogados nas cataratas de Reinchenbach. Frederick Chase, da Agência Pinkerton, juntamente com Athelney Jones, inspetor da Scotland Yard e aficionado pelos métodos de Holmes, estão investigando um novo gênio do crime, que deseja tomar o lugar do temido, porém falecido, Moriarty. Moriarty e esta figura sombria tinham um encontro marcado antes do fatídico acidente. Que relações eles teriam? Qual é o desejo deste novo vilão? Do que ele é capaz?

Anthony Horowitz é surpreendente. Suas criações são aclamadas no mundo todo, mas eu ainda não tinha tido oportunidade de ler alguma de suas obras. Posso dizer que em Moriarty pude entender porque o mundo o aclama tanto. Ele de fato possui uma mente criativa que se encontra em poucos.

Nesta história o leitor é presenteado com um emaranhado de situações e detalhes insignificantes que podem fazer toda a diferença logo ali na frente, bem digno mesmo das histórias de Arthur Conan Doyle, criador do personagem Holmes. Não dá para se aventurar a citar Holmes e não ter trama muito bem entrelaçada. Horowitz não deixou a desejar em nenhum momento neste quesito.

O livro é narrado em primeira pessoa, o que emprestou um ar muito específico a esta obra. Uma investigação com tantos elementos e acontecimentos, sob a perspectiva de um só personagem, pode dar a sensação de que alguma coisa vai faltar. Mas não nesta obra. Pelo desenrolar notamos que ele só poderia ter sido escrito desta forma, é como se a narrativa simplesmente fizesse parte de tudo que está acontecendo!

É preciso uma leitura atenta e cuidadosa. Assim como a maioria dos bons livros do gênero, é preciso que o leitor esteja atento a todos os detalhes. Detalhes estes que ficam amplamente explicados e esmiuçados no final. Algo que me chamou a atenção é o fato do narrador sempre fazer um comentário no final de quase todos os capítulos, fazendo o leitor intuir que muita coisa ainda estaria por acontecer e que certamente não seria boa coisa. A tática deu certo… não consegui parar de ler até chegar ao clímax da obra.

Em se tratando do final, posso dizer que fiquei de queixo caído. O narrador chega a fazer um gracejo com o leitor que eu achei fantástico! Naquele momento senti como que se o narrador estivesse sentado do meu lado, me contando a história que lia. Envolvente é pouco para citar esta obra. Sorri largamente e cheguei a comentar em voz alta: cara, você me pegou!

Assassinatos, posturas se não suspeitas, no mínimo curiosas, personagens que parecem esconder algo, outros que parecem querer saber mais do que deve, pistas e sustos, histórias mal contadas e outras que parecem ser bem contadas demais. Tudo isso recheia as páginas de Moriarty!

A edição está perfeita, capa instigante mas que não diz nada. Afinal tudo deverá ser revelado somente àquele que chegar às últimas páginas. Não encontrei erros de revisão e a diagramação colabora com uma leitura agradável.

Em suma, recomendo muitíssimo a obra. Tenho a mais absoluta certeza de que você vai se surpreender, tal qual nos surpreendemos sempre com todas as histórias que envolvem Holmes e, claro, Moriarty. Prepare-se!

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Avaliação da obra
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