Histórias de Arrepiar, de Regina Drummond – Giz Editorial

imgTitle_20130812151657Título: Histórias de Arrepiar
Autora: Regina Drummond
Editora: Giz Editorial
Páginas: 128
Gênero: Terror, Contos
Fonte: Cortesia da Editora

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Sinopse (Fonte: Skoob) Histórias de Arrepiar é uma seleção especialmente produzida para quem não tem medo do sobrenatural, do fantástico, do aterrorizante. É destinada a quem aprecia o frio na barriga, o suor gelado e o susto. Foi feita para quem gosta de viajar pelos meandros do lado negro da alma, para quem tem a intenção expressa de (re)descobrir o fascínio da maldade, da perversidade e da morte. Só vai agradar a quem gosta de ser surpreendido: o final de cada um dos textos pode deixar o leitor suspenso no ar, no vácuo entre o pavor, o medo e a pena – pena de a história ter acabado, é claro!
Regina Drummond criou alguns textos e selecionou outros, que traduziu e adaptou, escritos por autores consagrados. A narrativa é clara, fluente e envolvente, destinada a levar o leitor para outras dimensões nunca antes imaginadas com toda a suavidade de uma paulada no meio da testa ou a delicadeza de um soco no estômago. Mas, cuidado: se você é medroso(a), por favor, não abra este livro. Ele não foi feito para você!

RESENHA

Gosto muito de histórias de terror, histórias que arrepiam, tal qual o título sugere. Acho muito bacana quando o autor consegue, através de sua narrativa, gerar sensações físicas no leitor, como arrepios, calafrios, palpitações e sensação de medo, como se algo ou alguém estivesse ali, à sua espreita. De fato, conseguir esta façanha é um dom que admiro muito. Neste livro, diferente do que eu imaginei a princípio, a sensação causada não é de medo em si, nem os desdobramentos do medo nos sentidos do leitor. Na verdade ele gera um certo incômodo. Sim, as páginas de histórias de arrepiar causam incômodo. E eu gostei do que li.

O livro é dividido em duas partes. A primeira – Histórias que eu Vi – possui contos, embora fantasiosos, mas que se encaixam no nosso dia a dia, em decisões que tomamos, naquilo que somos capazes de fazer para alcançar o que queremos. Cada texto incomoda pelo fato de enfatizar decisões muito próximas das decisões que às vezes tomamos. Um dos textos chegou a me deixar irritada, pelo seu desfecho… mas me lembrando que a ideia era “arrepiar”, pois bem, a autora conseguiu.

Na segunda parte são adaptações de autores consagrados. Aqui dá para perceber mais nitidamente a capacidade da autora em revelar pouco e fazer a imaginação do leitor fluir. As cenas são muito bem descritas e as situações tão bem desenvolvidas que, ao me lembrar do que li, fico impressionada de que tudo aquilo, todas aquelas histórias couberam em pouco mais de cem páginas, divididas em vários contos. Regina Drummond sabe o que faz. Mesmo que sejam adaptações, a escrita é bem própria.

Enfim, se é de arrepio que você gosta, Histórias de Arrepiar é o seu livro. Rápido, dinâmico, muito longe do enfadonho. Vale a pena conhecer as sensações que ele pode causar.

Em se tratando da edição, parabenizo à Giz pelo cuidado. Tudo pensado para proporcionar uma leitura agradável e prazerosa. Gosto muito quando há detalhes nas páginas, e aqui você vai encontrar de teias de aranhas até lápides… Tudo isso deixa o livro ainda mais próximo do leitor e faz com que se possa entrar no universo do livro. Minha opinião? Recomendadíssimo!!!

Avaliação da obra
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