No Cinema com a Mi | Ruby Sparks [por Michelle Herrera]

Filme: Ruby Sparks – A Namorada Perfeita

Título Original: Ruby Sparks
Direção: Jonathan Dayton, Valerie Faris
Ano: 2012
Elenco: Paul Dano, Zoe Kazan, Elliott Gould, Chris Messina.
Avaliação: 

Calvin é um jovem e talentoso romancista que passa por um “bloqueio criativo” devido à solidão de seus dias e acaba decidindo criar uma musa imaginária que seja capaz de amá-lo. A trama se complica quando, misteriosamente, sua criação, Ruby, ganha vida.


O filme conta a história do escritor Calvin que está com dificuldades para escrever seu próximo livro, até que ele inventa a personagem Ruby Sparks, dando-lhe características que seriam o seu ideal de namorada, a garota perfeita.
Calvin se vê envolvido com sua criação, tudo o que quer é escrever o tempo todo até que ele percebe que apaixonou-se por ela.
Tentando tirar essa paixão platônica da cabeça e ao mesmo tempo empolgado com seu novo romance, em um dia qualquer ele acorda e percebe que não está sozinho, sua amada Ruby ganhou vida. Após o choque inicial, Calvin decide aproveitar a oportunidade e inicia o que seria o melhor relacionamento da sua vida: a garota ideal, criada por ele, nada poderia dar errado! Mas com o passar do tempo Ruby sente que precisa de mais espaço, de mais realizações e talvez isso possa abalar esse amor incondicional.
À primeira vista, Ruby Sparks aparentemente parece ser uma inocente comédia romântica, onde você vai rir e suspirar, mas o filme revelou-se muito mais do que uma historinha hollywoodiana clichê.

A maior parte do filme tem como cenário a casa do Calvin, com uma trilha sonora que combina perfeitamente com cada cena.

O protagonista, Calvin, vivido por Paul Dano, conseguiu me irritar. Aquele tipo de pessoa que constrói seu castelinho de segurança e não quer mais sair, querendo que todas as coisas sejam do seu jeito e ponto final. Em muitos momentos queria pegar ele pelos ombros, dar uns tapas e dizer que a vida não é o seu toddynho gelado, então cresça e vire homem!
Quem roubou a cena foi a Zoe no papel de Ruby, que deu vida à uma personagem extremamente encantadora, que passa por diversas fases e muitos conflitos pessoais. A atriz soube passar todas as emoções brilhantemente.
Gostei de todo o elenco e fiquei feliz em ver o Elliott Gould aka Jack Geller em ação, sem contar o maravilhoso Chris Messina, que não tem tanto destaque, mas que é um ator que eu amo!
Só não dei cinco estrelas por causa do final. Para mim ali teve um furo de roteiro que não me agradou, talvez seja uma implicância minha, mas faltou alguma coisa.
Talvez românticos incuráveis não gostem muito, já que apesar do início de namoro totalmente não convencional, o relacionamento em si é tratado de uma forma mais realista e não tão açucarada, o que foi a dose perfeita pra mim.
O filme nos mostra o quanto idealizações de relacionamentos podem ser decepcionantes, e que eles não podem e nem devem ser tudo na vida de uma pessoa, devemos dar liberdade para o outro, estar ao lado da pessoa, mas ao mesmo tempo, deixar que ela faça suas próprias escolhas, mesmo que isso não nos seja conveniente, que o amor de verdade é aceitação.

Assista ao Trailer:

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