Semana “Livros em Pauta” Post #5

Olá pessoal!

Penúltima postagem de Livros em Pauta! Desta vez vou mostrar a entrevista feita com Felix Alba. Felix lançou no evento três contos. Tem um jeito todo seu de falar que cativa e acalma, vocês poderão perceber no áudio da entrevista, que na verdade foi um bate-papo. 



Escrev’Arte: Vamos lá, fale um pouquinho sobre o autor, o escritor Felix.

Felix: Eu comecei ano passado a ter contato com as seleções. Foi um amigo meu que me chamou para participar de uma que ele tinha descoberto. Que foi para Catarse da Editora Deuses, que parece que vai ser lançado agora em Dezembro. Foi a minha primeira tentativa e eu não nunca pensei que a primeira tentativa fosse dar certo.


Escrev’Arte: A gente vai um pouco meio descrente no início, não tem muita certeza de nada…

Felix: Pois é, eu há dez anos atrás escrevia Fanfics, então eu tinha amigos que betavam para mim, mas a situação não passava daquilo. Não passava de usurpar um universo de outro autor, os personagens de outro autor e usar como base para poder edificar alguma coisa. Meu carma era o de sempre escrever algo que nunca chegava a um fim, eu não tinha este planejamento de início, meio e fim.


Escrev’Arte: Iam vindo as ideias, ia escrevendo, mas não chegava a terminar, você não achava o gancho?

Felix: Iam vindo as ideias, daqui a pouco estava com não sei quantos capítulos… Eu achava o gancho. Assim, quando chegava o momento, eu parava, planejava e conseguia chegar ao que eu queria fazer perto do final e no final… Só que… Escola, cursos, faculdade, e a situação de “escrever não vai dar em nada” – minha mãe falando. Durante muito tempo eu sempre pensei: ah, eu tenho que trabalhar em alguma coisa, e eu tenho que estudar e eu tenho que usar a literatura como um… um…


Escrev’Arte: Um hobbie…

Felix: Um hobbie… Isso me ofende… Por que você chamar aquilo que você gostaria de fazer pelo resto da sua vida de hobbie…


Escrev’Arte: É… o seu amor, aquilo que te impulsiona, chamar isso de hobbie…

Felix: É, a satisfação não é de um hobbie! Hobbie para mim é deitar, ficar lendo, hobbie é comer, hobbie é assistir televisão, ir para um cinema…


Escrev’Arte: Mas não produzir uma obra…

Felix: É. E a situação toda de que você, como se você estivesse escrevendo sem um planejamento, sem ter uma segunda intenção, é como se você tivesse sido subjugado à ideia de que é inato seu. É um dom, é um talento, e você está fadado a escrever. Não é assim. Se você não praticar você não vai conseguir ir muito longe. Se você não começar a treinar, se você não buscar técnicas, se você não buscar leituras, você não vai sair de onde você está. Então, que ótimo que você já tenha um bom nível, um dom, mas só isso não vai, não é suficiente.


Escrev’Arte: Tem de vir acompanhado de técnicas e de treino. De conhecimento técnico, não é só o amor?

Felix: Por que a situação a gente não busca só a própria… “autocrítica positiva”. A gente busca um reconhecimento. Pelo menos eu busco um elogio, eu busco uma sugestão, uma crítica construtiva…


Escrev’Arte: E alguém que se encante com aquilo que você produziu neh?

Felix: E que se importe com o meu trabalho. E que se importe com o meu crescimento como um contribuidor, digamos, da literatura nacional. Por que se você for levar em consideração que a quantidade de obras internacionais que são trazidas para cá, em detrimento de uma literatura nacional, de um incentivo…


Escrev’Arte: A gente vê muito apoio, mídia, publicidade em cima…

Felix: Não desmerecendo, eu acho que deve continuar sim, só que…


Escrev’Arte: Não pode ser em detrimento do nosso, da nossa terra…

Felix: E agora que eu tenho tido mais contato, porque há dois anos atrás eu não estava nem imaginando que hoje eu estaria aqui…


Escrev’Arte: Nesta posição de autor, sendo entrevistado (risos).

Felix: Um dia antes do meu aniversário!


Escrev’Arte: Olha, que legal! O melhor presente de todos!

Felix: E eu não sabia que o lançamento iria ser hoje, não tinha ideia. Aí quando eu descobri que ia ser hoje, puxa! Por que, o mundo já entrou no dia 20! Desde as nove da manhã já é meu aniversário! (risos)


Escrev’Arte: E o que você tem na gaveta?

Felix: Eu tenho distopias. Eu sei que é um subgênero que está em alta.


Escrev’Arte: Tem muita gente que tem preconceito né? ‘Não quero fazer nada que está em alta’.

Felix: É, fazer a modinha… mas eu tenho. Na verdade esta ideia surgiu ano passado, no intuito de, “eu quero fazer uma distopia”, de uma forma que as outras pessoas não tenham feito antes. Ou pelo menos tentar fazer de uma maneira inovadora.


Escrev’Arte: E é inovador?

Felix: Eu espero que sim. Eu mostrei para uma amiga minha e ela disse que de todos os meus projetos é o que ela quer ler primeiro.


Escrev’Arte: Mas está quase? Você me deixou curiosa, quero ler!

Felix: Eu não comecei ainda, eu só fiz a sinopse e um esqueleto, porque mês que vem agora é o NaNoWriMo e a minha ideia é passar agora esta semana desenvolvendo sinopses mais elaboradas dos meus projetos para mostrar para o pessoal de beta readers. O NaNoWriMo é um evento que você se propõe a escrever 50 mil palavras em 30 dias. Então o tamanho é como se fosse uma novela, um romance… depende. Depende da estrutura da narrativa. Então a ideia é que eu escreva logo aquilo que, pelo menos com quem eu tenho contato e que eu tenha confiança em mostrar meus textos antes de estarem 100% prontos, que eles possam me dar um feedback positivo para que eu minimize o trabalho das pessoas que vem na sequencia: revisores, diagramadores, o que for. Mas fora as distopias eu tenho fantasias heroicas, eu tenho horror, e eu tenho o meu projeto de transformar, ou de “despotterizar” a minha Fanfic de Harry Potter… eu tinha umas 300 páginas dela, em formatação do tamanho do livro. Eu medi a página – 15 anos, eu não tinha muita coisa na cabeça não, (risos) então eu colocava o tamanho da página, media com a régua, media as margens, e montei lá de acordo com o tamanho do livro. Então eu tinha uma quantidade bem próxima da realidade. Hoje em dia a gente está escrevendo com margens automáticas com Times 12 espaçamento 1,5 a média é que se multiplique a quantidade de páginas por 1.5 para saber quantas ficariam no livro físico.


Escrev’Arte: E hoje você está lançando participação em três antologias? Qual é o seu favorito?

Felix: O conto que está em Amores Impossíveis tem um pano de fundo real. Então quando você ler, você me diz, mais ou menos o que você achou – foi a minha primeira tentativa de escrever romance. Era só como acessório mesmo e não como o gênero maior. Ele não é o meu “preferido” mas é o mais próximo da minha história. Agora o conto que eu escrevi para o Mentes Inquietas é a segunda versão de um que é a minha primeira tentativa de escrever Zumbis. A minha irmã adora The Walking Dead, então a minha ideia foi de tentar escrever alguma coisa nessa linha para ela gostar. Não conte, ela não sabe disso…


Escrev’Arte: Tá bom, a gente não vai colocar na entrevista (risos).

Felix: Agora, o meu preferido é o que está em Sonhos Lúcidos. Ele foi o terceiro que eu escrevi destes, em ordem, e eu escrevi em uma tarde. E foi até então que os meninos que estão na antologia, comentaram lá no grupo… eu recebi umas boas críticas, mas antes de saber das críticas ele já era o preferido. Até porque ele é, digamos, um embrião de uma outra estória. ele é a primeira pincelada num mundo fantástico próprio e eu espero que quando esteja pronto o pessoal goste. A ideia é o meu projeto de fantasia cômica. Só que este conto não é cômico, mas ele é uma primeira apresentação.


Escrev’Arte: Muito bem, Felix Alba, muito obrigada pela entrevista, parabéns pelos lançamentos. Boa sorte no caminho para tirar tudo lá da gaveta logo, e botar aí pra gente ler.

Felix: Da gaveta para a prateleira em 5 segundos?
Escrev’Arte: Da gaveta para a prateleira em 3… 2… 1…
Felix: Se for em 3, 2, 1 ‘anos’ já está bom! (risos)

 

Felix, gostaria de dizer que gostei demais deste bate papo, e que fiquei mega curiosa para conhecer todas as suas obras! Te desejo muito sucesso na carreira. 🙂

É isso galera… Amanhã apresento as duas últimas entrevistas com duas fofíssimas autoras!

Beijos e até lá!

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