Coluna Cinematográfica – Páginas do Cinema Por Ivã Laraia o/

Olá pessoas! 🙂

Venho apresentar a vocês hoje mais um integrante da família Escrev’Arte. O colunista Ivã Laraia que irá publicar semanalmente na coluna Cine Escrev’Arte que começa hoje! Ivã irá dividir esta coluna com mais um integrante desta linda família, mas sobre ele falo daqui alguns dias 😀

Um pouco sobre Ivã:


A Coluna Páginas do Cinema irá ao ar semanalmente, em geral aos domingos. Nela vamos falar das produções cinematográficas baseadas em grandes obras literárias. Porém vez ou outra vamos ver alguns outros comentários ligado ao mundo do cinema. 😀

Vamos à primeira postagem de Ivã (apesar de hoje ser segunda haha)? 

Olá Pessoal!
Filmes de heróis baseados em
quadrinhos não são novidade. “As aventuras do Capitão Marvel”, de 1941, foi a
primeira franquia (12 filmes!) de super-herói adaptada para o cinema. O roteiro
era simples, o orçamento baixo, e os efeitos especiais limitados pela
tecnologia da época. Entretanto tornou-se instantaneamente um sucesso tanto de
crítica quanto de público. Desde então muita coisa mudou. Os roteiros se
tornaram mais consistentes, o orçamento equivale ao PIB de uma pequena cidade e
já é quase impossível diferenciar realidade de efeito especial. Uma coisa porém
mantém-se igual: O amor do público pelos heróis.
Segundo alguns literários,
os heróis de gibis não passam de versões modernas dos heróis românticos. Os
grandes e clássicos heróis como Superman, Capitão América, e o próprio Capitão
Marvel são a prova disso. Eles representam, ao mesmo tempo, tudo que há de
melhor no ser humano, tudo que o ser humano almeja, e tudo que ele não pode
ser. Imagine um ser capaz de grandes maravilhas. Um ser que sustentasse o peso
do mundo sob as costas sem fraquejar. Um ser virtualmente perfeito, mas
utópico. O amor do público por eles se origina daí.
De fato, os heróis atuais se
mostram mais problemáticos. Com problemas reais e dramas que qualquer pessoa
tem, como a dor pela morte dos pais, ou o vício em drogas e bebidas. Eles
passaram de românticos a realistas em algumas décadas, e o vínculo das pessoas
com os heróis não só continuou, como tornou-se mais forte. Afinal, saber que o
seu herói enfrenta problemas como todo mundo, e mesmo assim encontra forças
para salvar o mundo é reconfortante.
Depois de alguns anos capengando com produções duvidosas como Quarteto
Fantástico, Mulher Gato, Hulk e Lanterna Verde, parece que finalmente os
grandes estúdios resolveram levar a sério esse segmento que estava meio
abandonado. Por isso, hoje a parcela de filmes de super heróis representa uma
grande “fatia” de toda a indústria cinematográfica; E essa fatia pode aumentar.
Com o sucesso da trilogia Batman, de Cristopher Nolan, do personagem Homem de
Ferro, de Os Vingadores, e de outros que ainda estão por vir, como o segundo
Superman, Vingadores 2 e etc, a tendência é o crescimento. Já comenta-se,
inclusive, em Hollywood que os filmes de super-heróis deixarão de ser “forma de
se fazer um filme”, para se tornar um gênero, assim como a comédia, o drama, o
terror…
É
inegável que os heróis ganharam seu espaço na telona, com produções cada vez
mais fantásticas e mais cativantes. Segundo Kevin Feige, o cabeça por trás da
boa fase dos heróis no cinema, esses filmes são a “Cleópatra” dessa geração,
devido ao luxo e perfeição com que estão sendo produzidos. E pensar que tudo
começou há 72 anos atrás, com um Capitão Marvel feito de papel machê pendurado
por um cabo.
Semana que vem falarei sobre
as adaptações de livros, que provaram-se também ser um grande sucesso junto ao
público. Não percam. Até lá!

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